25 de dezembro de 2015 / Leitura Música TV e Cinema Vlog

Oi gente! Hoje, finalmente, trouxe um vídeo novo pro canal! Contei pra vocês quais meus livros, filmes e artistas/cds favoritos do ano! Espero que gostem, apesar de simples tem algumas dicas bem legais pra vocês!

É isso! Me contem quais foram os favoritos de 2015 de vocês! Lembrem-se de se inscreverem lá no canal pra sempre ficarem sabendo dos novos vídeos antes de todo mundo!


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1 de outubro de 2015 / Leitura Vlog

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Oi gente, tudo bem? Hoje vim pra trazer pra vocês uma resenha de livro (todos comemoram, porque já tinham MESES E MESES que eu prometia e nada)! O livro da vez é o “Austenlândia” da Shannon Hale. Dessa vez a resenha é em vídeo, vem ver:

Queria saber se vocês curtem as resenhas em vídeo, preferem por escrito ou as duas coisas juntas… Deixa aqui nos comentários pra eu saber!


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11 de julho de 2015 / Leitura

História sempre foi a minha matéria preferida, principalmente quando tinha que estudar as guerras. A Segunda Guerra sempre foi um assunto que me fascinou bastante e ficava bastante curiosa a respeito da participação do Brasil no conflito já que era um tanto quanto contraditória. A Segunda Pátria oferece uma visão oposta da realidade e conta histórias que poderiam ser – assustadoramente – reais se o Brasil tivesse entrado na guerra ao lado dos nazistas.

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“Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas resolve se tornar um aliado do Terceiro Reich. No cenário alternativo criado por Miguel Sanches Neto, o país se alinha ao Eixo e, como parte do acordo, é estabelecido que os estados do sul, com grande presença de descendentes de alemães, podem pôr em prática os princípios do nazismo, como o racismo, o antissemitismo e a eugenia. Em Blumenau, à medida que a saudação Heil Hitler se torna corriqueira, o engenheiro Adolpho Ventura convive atônito com o progressivo cerceamento de sua liberdade. Seu crime é ser negro e pai de uma criança mestiça. Na mesma cidade, desenrola-se a trajetória de Hertha, jovem sedutora que encarna todos os predicados da superioridade ariana. A ela é confiada uma misteriosa missão. Com violência e sensualidade, o autor revela uma paixão proibida, enquanto subverte os fatos para criar um Brasil que não está nos livros de história mas nem por isso deixa de ser assustadoramente plausível.”

Durante a Segunda Guerra, o Brasil se apresentou de forma neutra, não se envolvendo diretamente nem com o Eixo nem com os Aliados. Mas ao mesmo tempo em que o país concedia empréstimos aos Estados Unidos, não era nenhum segredo que Vargas tinha certa “afinidade” com os ideais totalitários do nazi-fascismo. Mussolini chegou a enviar uma carta parabenizando Vargas pelo décimo aniversário de sua chegada ao poder. Entretanto, por conta de negociações com os americanos e alguns supostos ataques alemães a navios brasileiros, o Brasil entrou na guerra ao lado dos Aliados. O que poderia ter acontecido se o contrário tivesse acontecido? E se o Brasil tivesse decidido apoiar o Eixo?

A Segunda Pátria começa contando a história de Adolpho Ventura, um negro que se sente tão alemão quanto um ariano puríssimo. É fluente na língua, leitor voraz e fiel à saudação Heil Hitler. Sempre se dedicou às tradições germânicas e de repente se vê como alvo de ódio, injustiça e perseguição por aqueles que sempre admirou e considerou como iguais. Sua vida é virada de cabeça para baixo e é tido como desonra em seu próprio país.

Herta é “a mais bela alemã do Brasil”, jovem, sedutora e possui tudo os atributos esperados de uma ariana perfeita. Nunca escondeu sua sensualidade, faz até questão de mostrar seus dons. É justamente a sua maneira de encantar todos ao seu redor que lhe é confiada uma missão que mudará sua vida inteira.

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Miguel Sanches Neto conta a história de um Brasil simpático ao nazismo e perseguidor de uma maioria negra e mestiça. É incrível como a sua maneira de descrever os fatos com personagens históricos capta o leitor ao ponto de se questionar sr aquilo poderia ter acontecido mesmo ou não. A leitura possui características de narrativas históricas e é exatamente esse caráter plausível que prende quem lê.

A violência é recorrente, em nenhum momento o autor tenta amaciar a história. O leitor é tirado de sua zona de conforto ao perceber como um país considerado acolhedor de todos os povos e culturas pode se voltar contra os seus. Não somos presenteados com um romance de época ou algo tranquilizador, A Segunda Pátria não é nada como um conto de fadas.

O Brasil, apesar de estar sempre de braços abertos para outas nações, é bastante preconceituoso. Em A Segunda Pátria isso é somado à admiração de Getúlio pelos ideais germânicos e da pré-disposição de se submeter a uma “raça superior”.

A participação de figuras históricas conhecidas descritas por Miguel Sanches é surpreendente. Sua descrição de Getúlio Vargas e Gregório Fortunato me fez parar por um momento e imaginar se aquilo que eu estava lendo não podia mesmo ser real. O que mais me impressionou no livro foi justamente isso, a capacidade do autor de contar histórias absolutamente plausíveis de terem acontecido se a participação do Brasil na Segunda Guerra tivesse sido diferente. A única figura histórica que me decepcionou um pouco foi Hitler, gostaria de ter lido uma visão um pouco diferente.

Adorei ler algo de um escritor brasileiro de forma tão nova e bem feita, acho sempre válido incentivar a leitura de exemplares nacionais. A Segunda Pátria é essencial para quem ama história e vive perguntando “e se?” pra tudo. É uma leitura que tira o leitor da zona de conforto, coloca em cheque a lealdade a uma pátria e sentimentos profundos. É uma ficção inteligente, bem estruturada e diferente.

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A Segunda Pátria foi escrito por Miguel Sanches Neto e publicado pela editora Intrínseca.

Classificação: 4/5 estrelas.

“Neste exato momento o Führer faz um longo discurso no Centro da cidade, que nós transmitimos aos ouvintes da Rádio Porto-Alegrense: ‘(…) este é um grande país, e um destino de glória o aguarda. Mas para isso é preciso fazer acordar as forças das raças puras, evitar a mistura de sangue. Há aqui um grande perigo: parte da população está ficando cada vez mais escurecida. E vocês que estão na região mais ariana do país, vocês têm um papel importante. Os judeus, esses nossos inimigos hereditários, querem que o Brasil seja nego, porque os judeus agem sorrateiramente para nos destruir. É preciso que o Brasil resista. É preciso que o Brasil seja dos brancos e não dos inferiores. A contaminação racial é um crime, um crime cometido contra o futuro. E não há nada com o qual tenhamos mais responsabilidade do que com o futuro. Todos dizem que o Sul do Brasil é também uma área europeia. Vocês querem ser iguais à Africa ou querem continuar ligados à Alemanha? Não se deixem estragar. Não tenham piedade de quem quer nos corromper. Esta parte do país nasceu para ser grande, nasceu para ser branca…

Resenha original no blog Nostalgia Cinza.

Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Não deixe de comentar!


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30 de abril de 2015 / Leitura

Um Mais Um

Sempre me falaram muito a respeito das histórias de Jojo Moyes e não importava a livraria em que eu fosse, sempre encontrava um exemplar de um dos seus livros olhando pra mim sobre pilhas e pilhas de outros. Aproveitando o lançamento do livro Um mais um pela Intrínseca, decidi arriscar. Não me arrependi.

“Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou.

Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?

Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.”

Desde o momento em que li a primeira página pude perceber que Jojo é – como muitos haviam comentado – uma exímia escritora. Com uma narrativa leve e envolvente, ela nos prende desde o início. O começo sutil e curioso faz você passar as páginas sem perceber; a maneira como Jojo escreve faz com que a leitura seja leve e fluida.

Os capítulos são divididos de acordo com o ponto de vista de quem narra. Todos os quatro personagens principais têm sua vez.

Jess é uma mãe dedicada e muito trabalhadora. Possui um caráter invejável e uma determinação sem igual. Já no começo é possível perceber seu esforço para manter sua família e como se dedica a ensinar seus filhos da melhor maneira possível. Seu otimismo se faz presente durante toda a narrativa, é inspirador. Ed é o típico exemplo de pessoa que se torna milionária quase sem querer, mas é bastante pé no chão mesmo com a vida confortável que leva. Nicky, filho adolescente de Marty que Jess adotou, é o personagem mais fácil de se identificar. Meio perdido por causa do bullying que sofre, é um adolescente bem maduro e pé no chão, luta para encontrar seu lugar, sua tribo. Tanzie é a irmãzinha que todo mundo gostaria de ter; dedicada ao que gosta, companheira e está sempre com medo de ter o motivo de descontentamento dos outros.

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Com personagens reais e bem marcados, Um Mais Um não é um conto de fadas. A história é bem pé no chão, são narrativas possíveis e humanas; é fácil se identificar com alguma situação ao personagem narrado. Um personagem sofre por conta do bullying, outro gosta daquilo que muitos julgam ou não acreditam que ele seja capaz de conseguir, o terceiro confiou em quem não deveria e o quarto só quer dar o seu melhor para aqueles que ama. Todos podem se identificar com a trama em algum momento.

A leitura flui facilmente, toda a narrativa foi muito bem trabalhada para fazer o leitor passar página por página sem se dar conta e cada capítulo termina de uma maneira que faz com que continuar lendo seja bem gostoso. É o tipo de livro que você não corre pra terminar, apenas aproveita as palavras. Os diálogos são engraçados, bem humorados e os pensamentos são bem sarcásticos, soltei algumas risadas enquanto lia.

 

Um ponto forte da história foi a personalidade bem marcada dos personagens. Jojo Moyes conseguiu escrever uma história em que os personagens não mudam muito de comportamento sem que fosse necessários, muitos escritores erram feio nesse quesito; cansei de ler histórias em que um personagem começava agindo de um jeito e mudando alguns capítulos depois sem que tivesse acontecido nada marcante.

Jojo também não corre para fechar a trama como acontece grande parte das vezes. Cada capítulo se desenvolve no seu tempo, de maneira contínua e bem escrita. Não percebi nenhum ponto solto na história, ao final do livro tudo acabou da maneira que tinha que ser – a mais humana possível. A questão da humanidade foi um ponto forte ao meu ver, a narrativa é tão possível que faz a gente dar valor à nossa realidade. O livro me fez repensar algumas coisas, acho que é exatamente esse o objetivo da literatura afinal. Queria ter lido um pouco mais de romance entre Jess e Ed mas sabia que o foco principal do livro não era exatamente esse.

Um Mais Um não é um daqueles livros em que se tem muito a comentar a respeito, é uma leitura prazerosa, tranquila e uma pedida certa. A trama não é complexa mas é muito bem escrita, não é agitada mas nem de longe chega a ser entediante, não é o livro mais apaixonante do mundo mas com certeza vai fazer alguns sorrisos se formarem.

 

Um mais um foi escrito por Jojo Moyes e publicado no Brasil pela editora Intrínseca.

 

Classificação: 4/5 estrelas.

Um Mais Um3

“– Você é a pessoa mais positiva que já conheci. Nunca parece sentir pena de si mesma. Qualquer obstáculo que encontra pela frente, você simplesmente passa por cima.

– Arrancando os cabelos e levando tombos no caminho.

– Mas você segue em frente.

– Quando alguém me ajuda.

– Tudo bem. Essa comparação está ficando confusa. – Ele tomou um golinho de cerveja. – Eu só… queria lhe dizer isso. Sei que está quase acabando. Mas gostei desta viagem. Mais do que eu esperava.

Sua resposta saiu antes que ela percebesse o que dizia:

– É. Eu também.

Eles ficaram sentados. O Sr. Nicholls olhava para a perna de Jess. Ela se perguntou se ele estava pensando o mesmo que ela.

– Sabe de uma coisa, Jess?

– O quê?

– Você parou de se remexer.”

Resenha original no blog Nostalgia Cinza. 

Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Não deixe de comentar!


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1 de janeiro de 2015 / Blogueira Leitura

Ano novo sempre dá aquele sentimento de “agora eu vou mudar de vida”. Todo mundo faz várias promessas, idealiza o futuro: “vou emagrecer”, “vou largar desse emprego”, “vou fazer aquela faculdade que sempre quis”, “vou largar tudo e viajar”… Pouca coisa realmente acontece, no fim das contas. Quer dizer, quem aí cumpriu tudo o que prometeu/planejou no ano novo? Ninguém, eu aposto.

De qualquer forma, decidi que em 2015 eu vou planejar apenas aquilo que eu tenha a capacidade de realizar, porque prefiro me surpreender e fazer mais do que planejei do que ficar decepcionada e me lamentar pelo que não deu pra fazer hahah Vou compartilhando com vocês meus planos aos poucos, quando já estiver com as coisas mais planejadas e certinhas ok?

E hoje, venho contar pra vocês meus primeiros planos pra 2015… Vi esse desafio literário no wehearit e resolvi aceitar, traduzi tudo pra vocês porque nem todo mundo entende inglês né? hahah

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São muitos pra ler né? Mas acho que consigo, apenas alguns que eu não sei se vou achar, como por exemplo “um livro que se passa na sua cidade”… Mas vamos lá! hahah Quem aí anima e aceita junto comigo o desafio? Comente!


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19 de dezembro de 2014 / Leitura

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Essa semana fui surpreendida com um presente lindo que veio pelo correio. A editora Intrínseca me enviou um livro que, juro, estava na minha lista de desejados. Fiquei felicíssima quando abri a embalagem linda de presente e dei de cara com o livro, os enfeites de Natal pra árvore e o marcador.

O Natal é a minha época preferida do ano todo, amo tudo a respeito. Fico encantada com a decoração, com as músicas, com os presentes, com as reuniões em família, os discursos do amigo secreto, tudo! Acho o espírito natalino algo gostoso e traz um aconchego muito necessário de vez em quando.

Quando recebi esse presente entrei ainda mais no clima do Natal e vim repassar uma ideia.

O livro possui doze histórias escritas por doze autores muito respeitados e todas trazem o amor e o calor do Natal. E o legal é que possui histórias para todo mundo, não precisa ser católico para se encantar pelas narrativas. Sabemos que hoje em dia o Natal adquiriu um significado muito maior que o religioso; todos podem se apaixonar por essa época do ano.

“Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve, presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite, vai se apaixonar pelo livro. Nestas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa se você comemora o Natal, o Ano Novo, o Chanucá ou o solstício de inverno. Casais de formam, famílias se reencontram, seres mágicos surgem e desejos impossíveis se realizam. O pessimismo não tem lugar neste livro, afinal o Natal é época de esperança.”

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Não sei como funciona na casa de vocês, mas com a minha família nós nos reunimos antes de ir para a casa da minha avó encontrar os outros parentes. Jantamos ouvindo músicas natalinas e abrimos os presentes debaixo da árvore de Natal. Esse ano pretendo acrescentar algo e esse livro me deu uma luz. Pretendo ler todos os contos até o dia 24 e vou escolher o que eu gostar mais e ler para meus pais. Um conto que me emocionou mais, algum que seja a cara da nossa família, algum lindo e cativante, não sei.

O Natal é uma época de compartilhar, de dividir histórias e sentimentos e existe algo melhor do que um livro para fazer isso? Se você quiser dar um presentinho para a sua família, escolha um livro emocionante, “O presente do meu grande amor” foi o meu escolhido. Os mais velhos adoram ouvir e contar histórias, e é um incentivo aos mais novos também; nunca é cedo demais para ensinar a importância e o prazer da leitura. É uma boa ideia porque, além de ser barato, é mais sentimental e delicado. Sua família vai adorar ouvir alguma história linda para entrar no clima e vão amar a iniciativa simples e carinhosa.

Se vocês gostaram da ideia do livro e da minha iniciativa, façam o mesmo! Compartilhem histórias com quem você ama e faça do seu Natal mais aconchegante e especial.

 

Gostou da dica? O que você pretende fazer com a sua família nesse Natal? Não deixe de comentar!

laura



7 de agosto de 2014 / Leitura
História é minha matéria preferida e a Segunda Guerra Mundial é um assunto que sempre me fascinou; seja por causa da guerra em si, por questões políticas, estratégias de guerra ou raízes familiares. Estou sempre procurando documentários sobre o assunto e livros do tipo. Quando vi a capa – de novo minha paixão por capas marcando presença – de “Ele está de volta” e li a sinopse interessantíssima, fiquei muito ansiosa para ler o livro.
“Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Vivo. As coisas mudaram: não há mais Eva Braun, nem partido nazista, nem guerra. Hitler mal pode identificar sua amada pátria, infestada de imigrantes e governada por uma mulher. As pessoas, claro, o reconhecem — como um imitador talentoso que se recusa a sair do personagem. Até que o impensável acontece: o discurso de Hitler torna-se um viral, um campeão de audiência no YouTube, ele ganha o próprio programa de televisão e todos querem ouvi-lo. Tudo isso enquanto tenta convencer as pessoas de que sim, ele é realmente quem diz ser, e, sim, ele quer mesmo dizer o que está dizendo. Ele está de volta é uma sátira mordaz sobre a sociedade contemporânea governada pela mídia. Uma história bizarramente inteligente, bizarramente engraçada e bizarramente plausível contada pela perspectiva de um personagem repulsivo, carismático e até mesmo ridículo, mas indiscutivelmente marcante.”
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            A ideia de que Hitler não tivesse morrido e “voltasse” nos dias atuais foi fantástica. Quando a narrativa começa, você pode quase sentir um arrepio ao pensar no que tudo aquilo poderia significar hoje, quando tudo parece estar pendurado por um fio. A maneira fria e calculista na qual o personagem começa a analisar o que deveria fazer a partir dali correspondeu às minhas expectativas. O modo como ele lida com a situação fugiu aos clichês dos livros desse estilo.
            A narrativa já começa com uma das principais características de Hitler: o pensamento militar e extremamente estratégico. Logo de cara o personagem procura as maneiras mais inteligentes e adequadas para entender o que está acontecendo e em que pé está a guerra. Quando descobre que a guerra acabou há décadas, ele fica um pouco desnorteado e muito confuso.
            Uma das coisas que mais chama a atenção é como “Hitler” descreve cenas do cotidiano aparentemente comuns e que de alguma forma lhe são estranhas e o incomodam. Algumas vezes ele se prende ao “absurdo” de ver uma típica cidadã alemã passeando com seu cachorro e recolhendo com uma sacola plástica as fezes do bichinho. Basicamente, tudo vira motivo para uma longa e dura reflexão. Imaginava algo bem parecido com isso vindo dessa figura histórica.
            O personagem de Hitler é extremamente calculista e inteligente, sem nunca abandonar o linguajar e os hábitos militares. Ele está constantemente pensando em táticas de guerra ou situações que na época do conflito mundial poderiam ter sido mais aproveitadas. É um estrategista nato. Como era de se esperar de uma história narrada em primeira pessoa por um suposto Hitler, sua visão é bem megalomaníaca. Além de ser um personagem muito caricaturado. Todos os estereótipos construídos sobre Hitler estão concentrados em seu modo de pensar, agir e falar. Sua oratória e retórica é muito bem construída pelo autor.
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            “Hitler” se vê como um herói, um salvador da pátria e crê que precisa retomar o poder para colocar a Alemanha de volta nos trilhos de uma vez por todas. Para ele, tudo anda muito confuso e fora de ordem; o país precisa de um punho firme e de um salvador a altura. A história gira em torno de sua tentativa de ser levado a sério e de suas reflexões a respeito da Alemanha atual. Ao longo de seus pensamentos fica clara a crítica ao modo de vida atual. As pessoas são superficiais e dão valor àquilo que, a seu ver, é desnecessário e supérfluo. A sociedade como um todo se tornou muito acomodada e sem determinação. Além disso, sua frustração está sempre presente e, é claro, seu ufanismo aparece em todos os seus discursos.
            O personagem é extremamente irônico, seja em seus pensamentos ou durante seus diálogos. Os diálogos, por sinal, são engraçados. Ninguém leva a sério “Hitler” e tudo o que o personagem diz gera alguma confusão ou algum mal entendido. As conversas são cômicas, parecem mostrar um velho ranzinza discutindo com jovens irritantes. É um conflito de gerações gritante.
            “Hitler” narra a história de uma maneira extremamente convincente. Tive que me relembrar algumas vezes de que não era o próprio Hitler que pregava tudo aquilo tamanha a inteligência do autor. As referências, aliás, são incríveis. Os nomes daqueles que participaram de alguma forma na vida do verdadeiro Hitler, os lugares nos quais o tirano visitou, as datas, eventos e até a Academia de Belas-Artes de Viena é citada em algum momento da narrativa. As referências parecem ter sido muito bem pesquisadas e dão consistência para a narrativa. Claro que não se pode levar tudo ao pé da letra, é uma história fictícia e, apesar de ter sido baseada em fatos reais, não pode ser usada como base histórica verídica.
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            Algo que aparece algumas vezes durante a história e merece ser discutido, é a marca deixada pelo nazismo na sociedade alemã. Quando “Hitler” surge como um suposto comediante, nem todos acham muito engraçado seus discursos e comentários sobre os estrangeiros e sobre o governo atual. Alguns conflitos durante a narrativa demonstram como o povo alemão nunca irá esquecer aquilo que a intolerância nazista plantou.
            Certas coisas me incomodaram na história. Apesar de achar fascinante a maneira como o autor conseguiu trabalhar bem os pensamentos de “Hitler”, gostaria de ter visto mais diálogos e ações do mesmo. Hitler é conhecido por sua oratória incrível e retórica convidativa e isso não foi muito bem trabalhado no livro. Além disso, fiquei com a impressão de que deveria ter mais história, senti que ficou faltando alguma coisa. Confesso que esperava uma história diferente, com um final diferente também, mas enquanto lia, percebi que o que eu tinha em mente não era bem o objetivo do autor. “Hitler” faz uma crítica à mídia contemporânea, à sociedade atual (não apenas a alemã) e isso ele faz muito bem. Mesmo assim, como sou uma pessoa curiosa, senti falta de algumas respostas, de alguns momentos que precisavam ser mais bem explorados. A minha impressão final foi a de que “Ele está de volta” é uma introdução a uma história maior, a uma crítica maior, mas que não apareceu muito claramente.
            O livro ganha nas referências muito bem escritas, no personagem carismático, no clima da história; além de ser uma narrativa extremamente inteligente. A leitura é fácil, leve e rápida também.

Ele está de volta foi escrito por Timur Vermes e publicado no Brasil pela editora Intrínseca..

 

Classificação: 3/5 estrelas.

 

“Pode-se imaginar que eu tinha muito a fazer: derrotar os americanos no Ocidente, defender a Alemanha dos russos no Oriente, garantir o progresso no planejamento urbano da capital mundial, a Germânia, e assim por diante, mas o exército alemão acabou ignorando o restante das maçanetas, segundo minha avaliação. E, por esse motivo, esse povo não poderia nem mesmo continuar a existir.

Porém, e posso confirmar isso agora, ele ainda está aí.

Para mim, isso é algo um tanto incompreensível.

Por outro lado, eu também estou aqui, o que é ainda menos compreensível.”

laura



5 de julho de 2014 / Leitura

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Não sei ao certo em que momento da vida as pessoas se traumatizam com a leitura, mas é algo que acontece com a maioria, comigo inclusive aconteceu, mas graças à uma amiga, consegui superar e hoje não vivo sem livros…

A questão é, não tem como superar esse “trauma” sem um pouco de esforço… Portanto estou lançando hoje o projeto “Livre-se”, nome dado pela minha querida amiga Angelina, que basicamente tem dois significados:

  1. Os livros te libertam
  2. Se “componha” de livros, amplie seu vocabulário e veja o mundo de diferentes formas

Então a ideia básica é, nessas férias, todos vamos nos dispor a ler no mínimo dois livros. Sejam eles grandes ou pequenos… Pegue aquele livro que você sempre quis ler, ou aquele que te falaram muito bem, aquele que te deram de presente… Escolha um livro que te deixe com vontade de lê-lo e comece! Não tente ler rápido para acabar e não procrastine.

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Vá para um lugar calmo, confortável e bem iluminado, abra seu livro e tente entrar na história… Ao longo da leitura crie um filme na sua cabeça, imagine como é o rosto de cada personagem, ilustre os ambientes com sua criatividade, você verá que o tempo vai passar voando!

Então é isso, o projeto está lançado e convido todos para participar (mesmo você que já lê bastante, porque não usar esse projeto para tirar da estante aqueles livros que você tem preguiça? É sempre legal tentar coisas novas também! Você já leu alguma biografia? Que tal tentar?)! Vamos espalhar essa ideia e fazer com que o máximo de pessoas possível se apaixone pela leitura!

Compartilhe pelos comentários sua história com a leitura, me diz como começou a ler, qual seu livro preferido… E se ainda não começou, me diz qual livro escolheu pra começar o projeto!

PS: ao longo do mês vou fazer várias postagens indicando livros e fazendo resenhas para ajudá-los!

bru



2 de junho de 2014 / Leitura

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Dessa vez decidi fazer uma indicação diferente e os livros do Allan Percy pareciam a escolha certa. De vez em quando queremos ler alguma coisa inspiradora, algum texto que nos motive um pouco, mas não sabemos exatamente o que estamos procurando.

Foi em uma das minhas milhares de visitas às livrarias que me deparei com os livros de Allan Percy. O primeiro que eu li me chamou a atenção por conta do título e do tamanho.

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Os livros são pequenos e cada página traz uma frase da pessoa na qual Allan Percy faz referência e um texto no qual o autor discorre sobre aquela frase com conselhos, contos ou reflexões.

As frases são variadas e falam sobre temas do cotidiano, sentimentos e situações diversas.

Você pode abrir em qualquer página e simplesmente ler o que te der vontade. Não são livros para ler de uma vez ou na ordem certa. Às vezes você busca um conselho, outras vezes você simplesmente quer ler algo que te faça se sentir bem, algo que te inspire.
Os livros são um tipo de auto-ajuda leve e divertida de se ler.
Outra coisa que contou pontos a favor é que os livros custam em média 15 reais (bem baratinhos, né?) e até quem não gosta tanto de ler sai no lucro porque possuem em média 100 páginas, só.
 Esses livros foram uma descoberta que definitivamente valeu a pena. Sempre que quero me inspirar um pouquinho abro em qualquer página e sinto minha mente ficando um pouquinho mais leve.

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“Estava só e não fazia outra coisa além de encontrar-se consigo mesmo. Então, aproveitou sua solidão e pensou em coisas muito boas por várias horas.” Nietzsche para estressados.
Os livros citados de Allan Percy foram publicados pela editora Sextante.
Post original no blog Nostalgia Cinza.
Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Não deixe de comentar!
laura


8 de maio de 2014 / Leitura Vlog

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Oi gente, hoje eu trouxe mais uma resenha! Dessa vez do livro da querida Jéssica Paola, o Seja O Que Flor. Um livro encantador, cheio de personagens queridas e ilustrações maravilhosas. Vamos lá?

“O Seja O Que Flor conta a estória de seres encantados que acabam parando aqui na Terra. Tem um toque Aldous Huxley (“E se este mundo for o inferno de outro planeta?”) porque estes seres têm que morrer para chegarem até aqui. O livro tem isso de “ser um cenário mágico com elementos irreais que envolvem sentimentos completamente reais para qualquer ser humano. Por isso Seja O Que Flor é um livro para todas as idades, o pré-requisito é só acreditar no amor.”

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PS: Esse vídeo já possui a opção em HD, é só clicar na ferramenta no canto inferior direito e escolher a resolução de 1080!

 

E então, gostaram? Comentem as opiniões de vocês!