8 de outubro de 2016 / Conversa de banheiro Textos

Eu estou em um relacionamento sério. É com uma pessoa complicada, confusa e eu não sei muito bem como lidar com ela. As vezes ela sai do meu controle, outras eu acho que estou perto de entende-la, mas em pouco tempo essa esperança acaba. Na maioria das vezes, descobrir mais sobre ela é a melhor parte desse relacionamento e em outras, essa situação de não saber muita coisa depois desse longo tempo… Dá uma vontade de desistir. Mas não ia ser legal, nem para a gente e nem para os outros.

Estamos caminhando para 20 anos juntas. Alguns dias a gente está mais separada do que junta, parece que está meio brigada, mas no final a gente sempre acaba fazendo as pazes. Tem pouco tempo que eu comecei a realmente dar atenção para ela, tentar REALMENTE entende-la, seus gostos, sonhos e escolhas, e tem sido bem legal.

Um relacionamento com si próprio é a relação mais longa e complicada que você vai ter, mas é uma das poucas pela qual vale a pena você sempre lutar. Veja bem, se você não estiver bem consigo mesmo, nada mais vai bem, sua vida vai parando aos poucos e em pouco tempo você se vê empacado com você mesmo em uma situação que você não quer estar.

Quando nos damos uma chance, as coisas vão bem. Você passa a apreciar pequenos momentos sozinha e, apesar de uma noite com os amigos ser incrível, vão ter dias que tudo o que você vai querer é ficar em casa, assistir um bom filme e dançar pela sala na excelente companhia de você mesma.

Durante esses poucos anos de vida que tive, sempre escutei de amigas “se você não se valorizar e se amar, ninguém mais vai fazer isso”. Sempre achei a maior mentira, não fazia sentido na minha cabeça a ligação de uma coisa com a outra. Mas, sim, é a maior verdade de todas: Se ame antes e só aí você vai poder amar e ser amada da maneira correta.

Quando a gente está mal, quando não gostamos daquilo que vemos no espelho (e eu não estou falando apenas de aparência), a gente passa a jogar toda essa insegurança e frustação nos nossos relacionamentos, sejam nas amizades ou em namoros. A gente projeta nos outros tudo aquilo que sentimos por nós mesmos. Agora deu para entender um pouco melhor o porquê daquela frase do parágrafo acima fazer tanto sentido?

E essa relação nunca está 100%. Temos sempre mais para descobrir e evoluir, até porque nós estamos em constante processo de mudança. Mas é incrível descobrir quem é e gostar de ser e estar consigo mesma. Valorizamos muito pouco esse relacionamento e achamos difícil perceber a importância dele, mas sempre nos esquecemos que, nos bons e maus momentos, quem está sempre com a gente somos nós mesmos. Então, melhor que seja uma relação saudável e que você seja uma companhia agradável para aquela que passa 24 horas ao seu lado: você mesma.


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29 de janeiro de 2016 / Conversa de banheiro

Desde que me entendo por gente existe aquele programinha que passa na Rede Globo, Big Brother Brasil, e desde que me entendo por gente eu reclamo dele. Estamos indo aí pra 16 anos discutindo com pessoas, seja pessoalmente ou por internet, sobre como esse programa é fútil e nós não deveríamos assisti-lo.

Acontece que depois de parar de reclamar e pensar um pouco eu percebi que não interessa o quanto eu reclame e o quanto eu ache ruim, o “grande irmão” vai continuar sendo transmitido anualmente, o Brasil inteiro vai assistir e vai comentar, vai ligar e votar em quem quer que fique ou saia da casa, vai continuar criando fã-clubes para os participantes e vai continuar parando tudo o que está fazendo porque “tá na hora do BBB”.

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Dai, depois de finalmente entender que eu ficar ali reclamando só ME desgastava e na verdade ninguém dava a mínima pro que eu pensava, percebi que ganho muito mais simplesmente ignorando o programa e os comentários das pessoas sobre, evito entrar nas redes sociais na hora que ele passa e vou assistir um filme ou conversar com minhas amigas e família. Resultado? Uma Bruna menos irritada e mais de bem com a vida.

“Pra que você tá falando isso pra gente, Bruna?”

É que essa situação é só uma entre várias que a gente encara durante nosso dia a dia… Algumas coisas pequenas nos deixam muito irritados e incomodados, mas se formos parar pra pensar, dá pra ignorar numa boa e deixar a nossa vida muito mais leve! A gente tem que ir se moldando aqui e ali para conseguir viver em harmonia com as outras pessoas, porque ninguém nunca vai pensar da mesma maneira que você e é muito egocentrismo achar que as pessoas vão mudar só porque a gente quer.


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16 de janeiro de 2016 / Conversa de banheiro

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Você já notou que a cada dia que passa é mais difícil as pessoas se sentirem felizes? Ou, pelo menos, admitirem que estão. Acontece que com o passar do tempo, a gente (e eu me incluo nisso também) esqueceu das coisas simples e de como elas podem deixar a gente muito feliz.

Conversando e observando algumas pessoas vi que a gente anda dizendo que é infeliz, quando na verdade está apenas esperando que coisas extraordinárias aconteçam o tempo todo (elas não vão acontecer). Nós nos esquecemos de que a vida é feita de coisas simples, detalhes, que quando a gente junta, percebe o quanto a vida é maravilhosa e nos dá milhões de motivos para ser feliz. A gente só tem que (re)aprender enxergar essas pequenas coisas.

“O que você quer dizer com coisas simples?”

Sabe quando você acorda tarde e tem um bilhetinho te desejando bom dia? Ou quando tem uma mensagem de alguém dizendo que algo a fez lembrar de você? Tem tanta coisa: Um dia ensolarado, uma reunião com amigos, ir ao cinema, ler um bom livro, debater algo interessante, alguém que te para e diz que você está bonita, um abraço apertado e sincero…

A felicidade está nos detalhes, então eu proponho que nesse ano a gente passe a tentar enxergar as coisas boas que a vida nos dá, por mais simples que sejam, e passe a apreciá-las da forma que elas merecem.


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14 de janeiro de 2016 / Conversa de banheiro

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Pare o que você está fazendo e assista à esses vídeos! Acho que todo mundo sabe o quanto eu adoro a Julia (Jout Jout), né? Bom, acontece que ela soltou dois vídeos que eu não consegui deixar de trazer pra vocês aqui.

O primeiro é sobre o Caio, namorado dela, que sempre ficava por trás das câmeras e tinha conseguido permanecer anônimo até semana algumas semanas.

“O que tem demais nisso, Bru?”

Acontece que o Caio é negro e isso causou o maior debate nas redes sociais! Depois de inúmeros comentários racistas, um grande número de pessoas saiu em defesa dele. Por fim, o Caio gravou um vídeo, falou um pouco sobre a situação e iniciou um debate sobre a questão racial muito bacana!

O segundo vídeo é um pensamento que a mãe da Julia mandou no whatsapp durante uma conversa e ela resolveu levar pro canal. Pelo que vi nos comentários do pessoal, é uma das premissas budistas: O que está acontecendo em mim, que está fazendo com que essa pessoa/situação me aborreça?

Bom, é isso! Um post bem rapidinho, mas que não pude deixar de compartilhar com vocês aqui. Me contem o que acharam dos vídeos aqui nos comentários!


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10 de janeiro de 2016 / Conversa de banheiro Textos

Social media on smartphone

A gente vive hoje na era das redes sociais, são incontáveis sites e aplicativos que visam a interação social e o número de novas redes e novos usuários cresce a cada dia. Compartilhar alguma foto legal do seu dia, um texto sobre alguma situação inusitada do seu dia, compartilhar algum evento legal, mostrar para os amigos algum bar legal que você está agora, fazer novos amigos… São inúmeras utilidades. O que a gente esquece é que ninguém posta tudo o que acontece na sua rotina ali, a gente só publica aquilo que “vale a pena” ser compartilhado, visto e comentado. As pessoas não compartilham ali suas dificuldades, suas dívidas, seus medos, suas inseguranças… quando compartilham, normalmente é em tom de piada e acaba passando despercebido por todos a sinceridade do que está por trás daquela brincadeira.

“Ah, Bruna, vai me dizer que tenho que publicar tudo da minha vida pra todo mundo ver?”

Claro que não! Pelo contrário, existem momentos que são uma delícia a gente ter só pra gente, sem centenas de comentários e opiniões. O problema, é que as pessoas não pensam que ninguém é online 24 horas por dia, acham que aquelas fotos compartilhadas nas festas, nas viagens, nos encontros com amigos, tudo sempre sorrindo, são a única realidade da pessoa fora da tela.

Entenda, o que está ali na rede é um recorte da realidade. Um recorte que a pessoa faz minuciosamente, ela escolhe exatamente o que as outras pessoas vão saber da vida dela. E pra deixar isso mais do que claro, selecionei dois exemplos:

O caso Essena O’Neill

Sabe as chamadas digital influencers? Pois é, essa era a realidade da australiana Essena O’Neill, que tinha mais de 500 mil seguidores no instagram e 200 mil inscritos no youtube. Acontece que em dezembro de 2015, a garota de 19 anos se cansou de tudo aquilo, apagou milhares de fotos, deixando algumas poucas com legendas editadas contando a verdade por trás de cada foto.

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Nessa aqui, ela diz que tirou cerca de 100 fotos parecidas até conseguir deixar a barriga perfeita. Ela conta que nesse dia quase não comeu e gritou com a irmã mais nova para que continuasse tirando fotos dela.
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Nessa, ela foi paga para divulgar um bronzeador e que só vestiu a roupa de ginástica para a foto. Depois ela questiona o padrão de beleza e pergunta porque devemos ser magras e estarmos sempre maquiadas para sermos consideradas bonitas para o “mundo real”

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Aqui ela diz que ganhou esse vestido para promover a loja, tirou incontáveis fotos tentando ser sexy para o instagram e que isso a fez se sentir terrivelmente sozinha.

Essena causou um alvoroço e trouxe à tona a discussão sobre a superexposição na internet e apesar de eu concordar com muitas das coisas que ela disse, acho que a culpa não é das redes sociais, como ela faz questão de afirmar. Afinal, são apenas sites, um punhado de códigos que juntos formam ali um espaço vazio para VOCÊ falar e fazer o que VOCÊ quiser. Concordo com o comentário que Zack James, ex-youtuber, publicou no seu perfil do facebook:

“Essena O’Neill está errada: mídias sociais não são uma mentira. Elas podem ser qualquer coisa que o usuário quiser. Deixar você mesma ser pressionada por uma falsa vida que a faz se sentir mal é o resultado de suas próprias ações e vontade”, ele ainda completou com as seguintes afirmações, “Culpar as redes sociais, dizendo que são uma mentira, só mostra sua falta de esforço para entender a si mesma. Sim, deletar seu Instagram é um passo na direção certa. Assumir sua responsabilidade pela própria infelicidade é outro. Essena O’Neill precisa procurar ajuda de verdade em vez de desviar sua responsabilidade para uma das maiores ferramentas de comunicação já produzidas pelo homem. Espero sinceramente que você se encontre, porque mídias sociais não são uma mentira, você era uma mentira”

De forma nenhuma quero dizer que a Essena está errada em fazer o que fez, em escolher mudar seu caminho e ser verdadeiramente feliz, longe da vida controlada que tinha, porém, ela não se tocou em nenhum momento que quem criou toda essa situação foi ela mesma. Ela se permitiu entrar naquela vida e teve, desde o início, a opção de não se submeter a todo aquele marketing.

 

A série fotográfica de Chompoo Baritone

Uma das poucas pessoas que não se renderam ao instagram, Champoo Baritone criou uma série fotográfica sarcástica em que mostra exatamente o que eu falei ali em cima: a gente divulga só um recorte da nossa realidade. Ela mostrou como as fotos do instagram não contam toda a verdade do que está acontecendo na vida de quem está postando aquele registro e que as coisas não são tão perfeitas como aparentam na rede social.

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Mostrei isso tudo pra vocês não com a intenção de fazer todo mundo sair das redes sociais, mas para abrir os olhos de vocês para a realidade. Como a Essena gosta de dizer, as mídias sociais não são a vida real, então não se deixe levar pela ideia que tudo o que é mostrado ali é uma completa verdade. As pessoas postam fotos felizes, sorrindo, mas podem estar vivendo uma crise depressiva terrível, você não faz ideia e nem vai saber se não sair da frente da tela do celular ou computador  e conversar olho no olho com a pessoa. As redes sociais são uma forma incrível de interagir com as pessoas ao seu redor, só não se esqueçam que elas nunca vão substituir um abraço, uma conversa frente a frente… elas não substituem momentos reais.


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7 de novembro de 2015 / Conversa de banheiro

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Em toda a minha vida eu nunca tive a famosa alta estima. Nunca olhei no espelho e me achei bonita, nunca tirei uma foto e fiquei feliz com o que vi, quando me arrumo me sinto uma palhaça com toda a maquiagem e produção… enfim, poucas foram as vezes que me senti feliz sendo eu, com 18 anos na cara e caminhando para os 19, nunca me aceitei do jeito que sou, em qualquer que seja o aspecto: beleza, estilo, manias, personalidade.

Mas, porque isso? Claro, que existem n motivos que contribuem para todo esse sentimento de não aceitação, mas recentemente, decidi parar de culpar as situações do passado e as pessoas do passado… Na verdade a culpa disso tudo é, em sua maior parte, minha.

Em diversos momentos, vão acontecer coisas ruins e vão aparecer pessoas ruins, mas cabe inteiramente à nós mesmos saber excluir essas coisas e pessoas da nossa vida. É tudo uma questão de força de vontade e iniciativa. Mas, é lógico que é chegar nesse ponto é super complicado.

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Primeiramente, é uma baita guerra interna admitir que a culpa é nossa e não dos outros e da vida, a gente nunca quer aceitar esse tipo de coisa, porque é muito mais fácil colocar a culpa em outros e se livrar do peso da responsabilidade de mudar as coisas. Aceitar é o primeiro passo, e isso requer uma certa maturidade que eu demorei 18 anos para conseguir. Depois, ainda temos que buscar toda uma força de vontade para mudar a situação e um pensamento positivo de que vai adiantar a tentativa de mudar as coisas.

Bom, aqui estou eu, escrevendo esse texto para vocês para compartilhar que: eu decidi mudar e estou disposta a ir fundo nisso. Sei que vai ser um caminho longo, difícil, mas necessário, que vai me trazer o autoconhecimento e amor próprio, coisas de que sinto tanta falta no meu dia a dia. Vou finalmente entender quem eu sou e o que eu quero, vou aprender a me valorizar e me colocar em primeiro lugar pelo menos uma vez na vida.

Esse texto não é somente um desabafo, mas também um convite para todas as pessoas que sentem algo parecido tudo isso que falei. Quero compartilhar aqui como toda essa transformação vai acontecer, os desafios e as conquistas do dia a dia. Espero ajudar alguns de vocês a conseguir começar junto comigo essa mudança, porque é péssimo não conseguir se sentir confortável na própria pele.


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18 de setembro de 2015 / Conversa de banheiro Textos

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O ser humano é feito de lembranças, experiências, aprendizados. Possuímos um cérebro que consegue armazenar tudo aquilo que julgamos ser importante para nossa vida. Imagina que terrível seria se a gente simplesmente perdesse as nossas memórias? Esquecêssemos quem são nossos parentes, esquecer completamente de dias especiais, esquecer onde fica cada cômodo da nossa casa…. Bem, isso acontece, infelizmente.

Semana passada eu e meu pai assistimos o filme “Para Sempre Alice”, que rendeu o oscar de melhor atriz para Julianne Moore (para quem não sabe, o filme mostra o dia a dia de Alice, uma professora universitária que descobre sofrer de Alzheimer precoce). Terminamos eu e ele chorando, mas não por ser um filme triste, mas porque nós dois lembramos do meu avô, que sofria da mesma doença e faleceu há alguns anos.

Eu era bem nova quando descobriram a doença do meu avô, não entendia muito bem o que era aquilo e porque ele tinha aquela doença, eu só sabia que ele esquecia das coisas com maior frequência. Ninguém nunca sentou e explicou pra gente, os netos mais novos, o que era aquilo, porque acontecia, como isso afetaria as nossas vidas e coisas do tipo, eu só sabia o que ouvia de algumas conversas entre meus pais e tios, e das poucas perguntas que tinha coragem de perguntar.

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No início eu não percebia os sinais e achava que meu avô não tinha nada de errado. Pra quem é criança, doença só é doença de verdade se te deixa abatido, magrelo e fraco, então, pra mim, a doença do meu avô era ainda mais dificil de entender. Porque era assim, meu avô era fisicamente super saudável, mas lá no cérebro, as coisas estavam indo de mal a pior. Primeiro ele não lembrava compromissos, depois datas… Passou a usar fraldas na hora de dormir porque não encontrava o banheiro de noite e fazia xixi nas calças… Adquiriu manias engraçadas, tipo a mania de economizar: passou a desligar todos os eletrodomésticos da tomada antes de dormir (sim, até a geladeira e o congelador, com todas as comidas dentro); desligava as luzes de todos os cômodos, independente se tinha ou não alguém dentro; quando tinha promoção no supermercado, comprava em excesso (comprava uma quantidade tão grande que perdia antes de consumir a metade) e por ai vai.

Passou a confundir o presente com o passado, ele não aceitava que morava em Goiânia, na cabeça dele, ele estava ainda em Patos de Minas, a cidade que ele nasceu e cresceu. Jurava que ainda tinha imóveis que já havia vendido há anos (e brigava com todo mundo por causa disso, era preciso mostrar os documentos da venda e mesmo assim ele não aceitava), achava que parentes já falecidos ainda estavam vivos… basicamente, a cabeça dele voltou a viver a juventude dele.

Por fim, ele passou a esquecer as pessoas… Não me lembro de quem ele esqueceu, mas nesse ponto da doença eu tive uma experiência muito marcante com meu avô: eu cheguei na casa dele e da minha avó para o (sagrado) almoço de domingo em família, ele me cumprimentou “Oi, bruninha! Deus te abençoe” e começou a brincar comigo de bater um na mão do outro. Depois de um tempo, eu fui fazer alguma outra coisa e ouvi meu avô questionando minha avó sobre qual era o meu parentesco com ele, “A Bruna é minha sobrinha?”, ouvi ele perguntando. Acho que só nesse ponto, percebi o quão séria, devastadora e triste essa doença é.

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Por fim, meu avô morreu. Mesmo nos estágios mais avançados da doença ele manteve toda a alegria que sempre teve, sempre fazendo piadas (as vezes repetia a mesma piada a cada hora, porque esquecia que já tinha contado) e brincando com todo mundo e é isso que eu mais guardo dele, o carinho e o bom humor que ele sempre teve comigo.

É muito doído lembrar disso tudo, mas depois de assistir à atuação pura e tão real da Julianne Moore (eu e meu pai identificamos tantas coisas que meu avô fazia), acabei precisando escrever tudo isso, colocar para fora o que guardei por tantos anos. Para quem está passando pela mesma situação, deixo aqui alguns recados: seja paciente, não é culpa da pessoa ela não se lembrar das coisas, não desconte suas frustações nela. Se aproxime, fique o máximo de tempo possível com essa pessoa, ao contrário do que todo mundo pensa, eles não querem se isolar, é só ter alguém com quem conversar que eles vão contar todas as aventuras que tiveram quando jovens. Por fim, aceite a doença que a pessoa tem, não tente fingir que está tudo bem, que não é grande coisa, quem está passando por isso precisa de ajuda e muito amor.


 

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19 de agosto de 2015 / Conversa de banheiro Textos

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As pessoas podem falar o que quiserem, mas eu sempre gostei da Selena Gomez, desde a época de Feiticeiros de Waverly Place e me deixa triste dizer que ela se tornou um exemplo do que não ser, pelo menos, no que diz respeito aos relacionamentos amorosos. Todo mundo conhece a longa e enrolada história que ela tem com o ex, Justin Bieber.

Há um mês ela soltou a música “Good for You” no youtube e claro, deu muito o que falar, porque foi claramente escrita pro ex. Pra quem não ouviu ou não procurou saber a letra, ela diz basicamente que ela quer estar bonita pro cara, vai se arrumar do jeito que ele gosta, que quer mostrar que tem orgulho de ser dele…

Quem nunca se sentiu assim por uma pessoa né? Essa paixão toda, um desejo de mostrar/provar que é a melhor garota do mundo pra pessoa… é perfeitamente normal! A coisa muda quando vocês já terminaram e a pessoa já deu mil mancadas com você, como é o caso ‘Selena e Justin’.

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Eu acredito que todo mundo merece uma segunda chance, que toda história merece uma segunda chance, mas para por aí. Correr atrás de alguém que não te quer não é uma opção. Aprendi nos últimos meses que o amor próprio deve vir antes de qualquer coisa, que na vida a gente tem que ser um pouco egoísta e pensar um pouco no nosso próprio bem-estar antes, porque mais ninguém vai pensar nele.

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É engraçado como a gente pode acabar se jogando num relacionamento e dar tudo por ele, sem nem parar para pensar em como a gente sente em relação às coisas que acontecem e como muitas vezes nem percebe que é um caso perdido. Nos prendemos à uma pessoa e situação por costume, por medo, por ilusão… acabamos esquecendo que as vezes, deixar ir é a atitude mais saudável, que vai nos trazer maior felicidade.

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Quando terminamos um relacionamento, todas as nossas amigas vêm nos dizer coisas incríveis sobre a gente, dizer que merecemos coisa melhor, que o azar é da pessoa de nos perder… bem, esse é o papel das amigas não é? Mas eu garanto para você que, sim, você é incrível exatamente como você é, com seus defeitos e qualidades, não tem que mudar nada por ninguém e no fim das contas, a vida continua e você vai achar alguém que te dê o seu merecido valor. Você precisa ser boa pra você mesma e fim.

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4 de fevereiro de 2015 / Conversa de banheiro Textos

Todo mundo já achou que seria pra sempre, até porque, o que seriam dos relacionamentos sem a esperança? Nem sempre dá certo, na verdade, quase nunca. Uns lidam bem, outros não se livram da sensação de que seria pra sempre, de que eram feitos um pro outro… Não se livram do amor.

Não é fácil esquecer alguém que ficou na nossa vida e no nosso coração por meses, não dá pra esquecer simplesmente de uma hora pra outra. As vezes acontecem até os famosos ‘flashbacks’, uma coisa muito estúpida que te faz permanecer presa à pessoa que você está tentando tanto (ou não) esquecer.

Ok, você está solteira depois de muito tempo (ou nem tanto) e agora? Voce tem que superar. Tem os fortes que seguem em frente, que lidam bem com términos e recomeços (afinal, é sim um recomeço, você muda sua vida, querendo ou não, por alguém e agora ela se foi, é preciso fazer um rearranjo de tudo) e tem quem não consiga, quem vai se afundando num poço sem fundo e existem diversos tipos de poços… Tem quem se droga, tem quem bebe, tem quem fica com mil outras pessoas pra simplesmente fingir que é aquele que tanto ama, tem quem faz isso tudo junto.

Mas, pra todo mundo tem o vazio, pra quem encara sorrindo e seguindo em frente e pra quem se deixa afundar no poço sem fundo. A maneira como reagimos ao término varia de pessoa pra pessoa, mas cabe a nós e somente a nós mesmas mantermos o controle sobre as reações que temos e sobre o que fazemos.

Não é fácil, é claro, e nem algo que se controle facilmente, mas tentar e resistir à vontade de se entregar ao que der e vier, é fundamental. Não jogue sua vida no lixo por alguém que não deu certo. Eu acredito em destino e se não deu certo, é porque tem coisa melhor vindo pela frente, coisa que te fará mais feliz, que te fará sofrer menos, ou talvez mais… A vida tem dessas, de ensinar da maneira difícil.

Quando estiver com alguém, curta, curta ao máximo cada momento, da maneira que for e que der, mas não se deixe desabar se não der certo no final. Tem um mundo inteiro pela frente e milhões de pessoas pra conhecer.


Fiz esse texto depois de finalmente parar pra assistir o clipe da Tove Lo, sim, Habits que foi lançada há um ano atrás e eu só fui escutar agora hahah Depois de muito tempo, finalmente um textinho meu por aqui né? Espero que tenham gostado!


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29 de dezembro de 2012 / Conversa de banheiro


“Minha amiga ta namorando com um menino lindo,porem comecei a falar com ele por msn e ele ta me dando mole mais morre de amor pela a minha amiga,mas estou começando a ficar a fim dele,mais ninguém sabe disso pois dou conselhos pra minha amiga ficar com ele e pra eles serem felizes mais no fundo o que quero é que eles terminem pra mim ficar com ele,espero por favor uma solução, obrigada pela atenção”

RaianeBom, vamos lá. Acredito que essa história já começou completamente errada. Se ele “morresse de amor” mesmo pela sua amiga, não te daria mole, certo? A questão aqui nem é ele ser ou não um canalha, envolve muito mais sua amizade com a garota do que um futuro relacionamento que possa vir a acontecer. Traição de amiga é pior que qualquer traição no mundo. Saber que aquela pessoa com quem você contava nas horas de alegria/tristeza, a pessoa que sabe seus segredos e você permaneceu ao lado também quando ela precisou, te apunhalou pelas costas não é das melhores sensações. Saiba que homem a gente encontra um em cada esquina e que dezenas deles ainda vão te encantar. Meu conselho é que você se afaste dele e mate essa fantasia sem final feliz da sua imaginação. Lembre-se que uma amiga vale mais que qualquer pseudo-romance. Então, dê valor na amiga que você tem! Antes que fique sem a amiga, sem o menino e cheia de arrependimento. Beijinhos! 

E você? O que faria no lugar da nossa leitora? Comente!