22 de Maio de 2012 / TV e Cinema


Em Os Vingadores, quando um inimigo inesperado surge ameaçando a segurança global, Nick Fury, diretor da agência internacional de paz conhecido como SHIELD, recruta uma equipe para livrar o mundo de uma possível destruição, e com isso ele reúne Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e outros.
Como todos vocês devem saber (se você não ouviu ainda nada sobre isso está no planeta errado, me desculpe), Os Vingadores estreou há alguns dias atrás e após receber a notícia de que o filme acabou de bater a marca de US$ 700 milhões de bilheteria mundial, me senti no dever de pesquisar mais sobre o assunto e (tentar) escrever uma resenha decente. Ok, confesso que estava muito ansiosa e curiosa para a estreia desse filme porque não conseguia imaginar um jeito de juntar todos estes super-heróis super queridos em um só filme sem que ficasse ruim/estranho. Mas saí da sala do cinema surpresa porque todas as minhas expectativas anteriores estavam superestimadas de uma forma negativa. Deixe-me ser mais clara: levei literalmente uma rasteira do diretor.
Ainda que tenha pouquíssima experiência no cinema como diretor, Joss Whedon se mostrou brilhante. Porque eu com toda a minha habilidade para criar histórias fiquei boquiaberta com a sagacidade com que ele conseguiu pegar as características principais de cada personagem fazendo com que cada um tivesse um brilho especial no filme, sem deixar que um aparecesse mais que o outro, complexidade pura. O equilíbrio é quase perfeito e as histórias dos heróis vão se encaixando como um quebra-cabeça durante os 142 minutos de Os Vingadores.
É interessantíssimo como no final das contas, a trama do filme não fica tão complexa assim para os leigos, ou seja, mesmo que uma determinada pessoa não tenha assistido nenhum dos outros filmes da Marvel conseguirá- mesmo com dificuldade- apreciar a obra como um todo. E Joss tem o dever, maior ainda, de agradar o público já viciado nos quadrinhos; afinal de contas se analisarmos o número de filmes dos super-heróis, é bem menor que o de publicações mensais nas bancas. Assim, a tarefa encampada pela Marvel é completamente ousada: recriar este mesmo universo, com deixas propositais espalhadas em diversos filmes de forma que, futuramente, façam sentido na história como um todo e agradem o público. Os Vingadores é o grande ápice deste planejamento e parece ter alcançado o objetivo, agradando tanto os “nerds/viciados” de plantão e todos os que foram por acaso assistir ao cinema. Pelo menos é essa sensação que fica. 



Acredito que estamos diante de um filme que não reúne apenas os heróis para que, juntos, resolvam dar uma lição no violão, no caso Loki & Cia.. O grande mérito de Os Vingadores é respeitar a individualidade de cada super-herói e saber reconhecer o tamanho de seu próprio ego. O resultado disto é conflito, muito conflito. Seja através de tiradas provocadoras – muitas delas geniais – ditas por um Tony Stark (Robert Downey Jr., em PLENA e linda forma. Obs: não importa o que aconteça ele sempre será o meu preferido) altamente sarcástico ou através de briga mesmo – Hulk que o diga. A construção destes confrontos, sempre em duetos, é feita de forma paulatina e crescente, mesclando grandes cenas de enfrentamento com outras de conversa e discussão. Essa mesclagem faz com que o filme não fique extremamente parado ou extremamente ação, faz com que haja uma sintonia entre a história e as lutas. Tudo isso com o objetivo de ressaltar um grupo tão heterogêneo cuja única semelhança é defender o próximo.

Não quero adentrar demais na história e provocar spoilers, por isso estou me limitando somente à forma, a estrutura do filme. Para quem conhece melhor os personagens, Os Vingadores traz ainda alguns brindes extras. Extremamente bem feito pelo lado técnico, o filme conta com determinadas cenas que são especiais para quem curte os heróis desde os quadrinhos. A primeira aparição do porta-aviões aéreo da S.H.I.E.L.D. é uma delas, a conclusão no duelo entre Capitão América e Thor é outra. Entretanto, nada supera a cena em que os seis heróis surgem perfilados, formando um círculo, prontos para a batalha. Aí está resumida toda a temática e a proposta do filme.
Não vou dizer também que tudo é extremamente perfeito, ainda há alguns clichês básicos e um nacionalismo exacerbado estadounidense, mas na minha humilde opinião aí também já é exigir demais. Mesclando aventura, tensão, humor na medida certa, Os Vingadores é um filme muito interessante que faz jus ao peso de seus protagonistas. Além de contar com um excelente elenco- com destaque absoluto para Robert Downey Jr., sério gente, como não amar as caras, as piadas do Robert? E a moral de entrar em cena com AC/DC? Só ele tem-, e uma direção precisa de Joss Whedon. Excelente filme, acredito eu, que seja um dos melhores envolvendo super-heróis já feito até os dias de hoje.
Ah, o site Omelete fez uma entrevista exclusiva com o diretor e pra quem estiver interessado em ver como é a cara dele, aqui está:




PS: Desculpem-me pela resenha extremamente pessoal e pela minha grande “crush” pelo Robert, mas não consigo me conter 🙂 
E ai pessoal, o que acharam do filme? Comentem! 


Bruna Alecrim

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